DICA DA NUTRI! – Copo de transição – sem bico!

Que tal um copo de transição sem bico?!

Que ensina o bebê a tomar líquidos em copos “de gente grande”?
Então, esta é a proposta dos copos de treinamento da Sassy e da Avent! 
Adorei!

 Normalmente, no período de introdução alimentar, os pais ficam incomodados com a ideia de oferecer líquidos (água ou suco) em copos para as crianças, com medo de que engasguem e também pela questão de que se o líquido derramar, vai molhar a roupa, a criança fica molhada, com frio… e o que acontece muitas vezes é que a criança acaba sendo apresentada para a mamadeira, pois esta é considerada mais segura pelos pais. Bom, eu normalmente sugiro que a criança utiliza copos de treinamento para tomar água e suco, principalmente se a criança está em aleitamento materno exclusivo, mas também para aquelas que utilizam mamadeira para tomar leite, prefiro que iniciem o uso do copo quando forem experimentar outros líquidos! é literalmente um treinamento, para que se acostumem a fazer o movimentos necessários para utilizar copos, xícaras, canecas quando forem maiores!! 

Então, hoje, procurando novidades encontrei o que há muito tempo eu procurava! COPO DE TREINAMENTO SEM BICO! (eles não são tão novos assim,  mas nas minhas pesquisas anteriores eu não havia encontrado!!) 
Achei ótimo, por vários motivos:

primeiro, tem válvulas anti vazamento (deixa os pais mais tranquilos, evita o derramamento de líquido na criança, e faz com que a criança tenha que sugar para conseguir tomar o que tiver no copo);

segundo, não tem bico (a criança aprende que para tomar em copos ou equivalentes é necessário fazer outros movimentos, evita todos os problemas equivalentes ao uso da mamadeira – que podem surgir em caso de uso prolongado e excessivo de bicos)

SUGESTÃO: iniciar a oferta de água no momento da introdução da alimentação complementar, com copo com bico e com válvula anti vazamento (o bebê está habituado a fazer a sucção), aos poucos, oferecer água no copo sem bico…

Sempre lembrando que o melhor exemplo são os pais! Então para o bebê aprender a usar copo e tomar água, os pais precisam incentivar!!

Enfim, eu achei uma ótima opção!

Que tal testar? 

Coposassy

avent 2 avent 3 avent 4

avent

(IMAGENS: site Avent e site Sassy)

Os 10 piores alimentos para as crianças – Matéria no site Delas – Ig

Confiram a matéria com participação da Nutri Ana Terrazzan:

Assim que a criança entra na fase de alimentação sólida, a atenção dos pais deve se voltar à qualidade da comida que ela irá ingerir. Refeições nutritivas e saborosas são prioridade no prato dos filhos, e o que não trouxer benefícios à saúde deverá ser descartado da dieta diária. “Em alimentação e nutrição deve-se pensar em saúde e bem-estar e sempre agir de maneira preventiva. A preocupação não deve surgir apenas depois de problemas instalados”, afirma Ana Carolina Terrazzan, nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição.

Mas, com a correria do dia a dia, alimentos considerados ruins aparecem no cardápio caseiro quando a pressa fala mais alto do que a qualidade de vida. A nutricionista Karoline Basquerote, especializada em educação alimentar para crianças, explica que “a facilidade do acesso a alimentos prontos para o consumo acaba levando a refeições mais gordurosas e açucaradas e ao consumo de refrigerantes e guloseimas, o que contribui para problemas relacionados à obesidade infantil, por exemplo”.

Os vilões

Sucesso entre a criançada, a dupla refrigerante e salgadinho (de saquinho) é a maior vilã da alimentação infantil. Juntos ou isoladamente, a bebida e o petisco têm valor nutricional praticamente nulo e trazem muitos males, entre eles o risco de doenças e de enfraquecimento dos ossos, por causa da alta concentração de elementos como o sódio e da presença de ácidos nas fórmulas.

Sucos industrializados (em pó ou líquidos) e bolachas recheadas, também muito queridos pelos pequenos, são igualmente ruins para a dieta infantil. O motivo: altíssima concentração de açúcar em cada porção dos alimentos.

Algumas “soluções rápidas” para almoço ou jantar figuram entre os piores alimentos para as crianças. São os nuggets, os hambúrgueres e as salsichas, que muitas vezes entram como substitutos de um bife ou filé. Quase sempre feitos com carne processada, eles não têm as proteínas que muitos pais creem fornecer aos filhos quando os colocam no prato. Para piorar, a maioria dos hambúrgueres é rica em gordura trans. O melhor é se manter fiel à carne tradicional.

Sempre pense em alternativas

Para manter a saúde e o ritmo das atividades cotidianas, é preciso saber que alimentos priorizar. O caso do macarrão instantâneo é um dos mais fáceis. Considerado maléfico por ter muito sódio, muitos conservantes e poucas vitaminas, ele pode dar lugar ao macarrão regular. “O tempo médio de preparo de um macarrão instantâneo é de três minutos, o de um não instantâneo é de oito minutos. São cinco minutos a mais para oferecer um prato saudável ao filho. Vale a pena! E no tempo de cozimento da massa é possível fazer um molho bem gostoso”, sugere Ana Carolina Terrazzan.

O suco em pó ou de caixinha deve ser substituído pelo suco natural da fruta. E se a criança apenas estiver com sede ao longo do dia, precisa beber água. Refrigerantes podem ficar reservados a apenas um dia do fim de semana; se der para evitá-los até neste dia, melhor.

O resultado desse esforço poderá ser visto em todos os aspectos da vida dos filhos. “Mantendo uma boa rotina alimentar, rica em nutrientes, a criança terá mais facilidade no aprendizado, um melhor desenvolvimento do corpo e do sistema imunológico. Os bons hábitos evitam problemas graves de saúde no presente e no futuro”, diz a nutricionista Mariana Fróes.

Fontes: Ana Carolina Terrazzan (nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição e mestre em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS), Karoline Basquerote (nutricionista clínica especializada em educação alimentar para crianças) e Mariana Fróes (nutricionista da Clínica de Nutrição Funcional Patricia Davidson Haiat).

Veja a matéria em http://delas.ig.com.br/filhos/2013-07-26/piores-alimentos-para-as-criancas.html

Quando iniciar a higiene bucal do bebê?

brushing teeth

Existem diversas recomendações, muito contraditárias acerca deste assunto! Então, há um tempo tenho feito uma busca nas bases de dados para saber quais as recomendações mais atuais?! E vamos lá!

E, em resumo, encontrei como recomendação mais atual a recomendação do  Guideline on Infant Oral Health Care  da AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRIC DENTISTRY  (publicado em 2013):

A questão de iniciarmos a higiene bucal das crianças se dá pelo fato de principal de prevenção da cárie, e todos sabemos que para evitar esta doença, o mais importante é a formação dos bons hábitos de higiene aliado aos bons hábitos alimentares!

Neste guideline, existem diversas recomendações, inclusive sobre hábitos alimentares e higiene bucal do adulto! Mas vamos manter o foco nos pitocos!! Em resumo – bem resumido mesmo são 4 definições:

1) todas as crianças devem fazer uma primeira avaliação da saúde bucal aos 6 meses de idade

2) a erupção dos dentes pode causar desconforto às crianças e o tratamento dos sintomas  pode incluir uso de analgésicos e mordedores “gelados”  – contudo os analgésicos devem ser desencorajados

3) Medidas de higiene oral devem  ser implementadas no momento da   erupção do primeiro dente decíduo. A limpeza dos dentes do lactente  deve ser realizada com escova macia, apropriada ao tamanho da boca do bebê, e deve ser feita pelos pais, pelo menos duas vezes ao dia. O fio dental deve ser utilizado quando a superfície dos dentes não mais puder ser limpa com a escova.

4) Diversos estudos epidemiológicos mostram que o leite humano e o aleitamento materno proporcionam saúde geral, nutricional, de desenvolvimento, psicológico e social, e ainda diminui a incidência de um grande número de doenças. Ainda, leite materno não foi epidemiologicamente associado à caries. O uso de mamadeira com leite ou suco durante a noite  tem grande relação com cárie.

Então!

A recomendação é: iniciar a higiene bucal do bebê após a erupção do primeiro dente! (eu acrescentaria ainda  A FRASE:   Iniciar a higiene oral do bebê, após a introdução da alimentação complementar, ou erupção do primeiro dente);

>> lembrando que as orientações sobre higiene bucal são de competência do odontopediatra.. como nutri, apenas oriento  aos pais dos pacientes, para que ,marquem uma consulta com o odontopediatra!!

E vale um lembrete: Leite materno não é cariogênico (também tem artigo específico sobre este assunto.. mas fica para uma próximo post)! 

Para quem tiver interesse: http://www.aapd.org/media/Policies_Guidelines/G_infantOralHealthCare.pdf

Reportagem da Zero Hora sobre Alimentação Infantil nas Escolas!

Vocês viram a reportagem na Zero Hora, sobre alimentação infantil nas escolas?! Vale muito a leitura!  é um assunto para o qual tenho chamado a atenção há um bom tempo! Tem até um post anterior falando dos motivos pelos quais devemos evitar excesso de açúcares e gorduras para as crianças! (já leu?  clica aqui e confere)

Escolas de Porto Alegre abrem guerra contra os vilões das cantinas

Consumo excessivo de sal, açúcar e gordura estão entre as principais causas do crescimento da obesidade infantil

Itamar Melo 

Uma guerra deflagrada no fim de março nas escolas municipais de Porto Alegre chamou a atenção para três inimigos implacáveis, que se infiltraram em cada lar, colégio ou mochila.  Essa tríplice entente do mal — formada por sal, açúcar e gordura — está agindo sob o disfarce de lanches de aparência inocente, para colocar em risco a saúde de uma geração.

Na rede municipal de Porto Alegre, o alarme soou a partir do levantamento antropométrico realizado em 2012 com as 4 mil crianças da Educação Infantil e com 25% das 45 mil crianças do Ensino Fundamental. O resultado: 13% estão obesas.

O dado, em si, já assusta, mas há um detalhe ainda mais assombroso: o índice cresce de forma acelerada. Em apenas seis anos, aumentou 53%.

Esse drama não é circunscrito ao universo das escolas da Capital. Nos últimos anos, autoridades internacionais de saúde têm manifestado crescente preocupação com a presença do trio maligno nas merendas e lanches. No Brasil, depois de testes detectarem quantidades alarmantes nos alimentos apreciados pelas crianças, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acertou com a indústria a redução dos teores de sal, açúcar e gordura.

Na escolas municipais de Porto Alegre, decidiu-se tratar o inimigo sem complacência. A meta é cortar pela metade o uso das três substâncias até julho. A rede chega a oferecer quatro refeições diárias para alguns alunos. Feitas as contas, a Secretaria Municipal da Educação (Smed) constatou um consumo diário per capita de cinco gramas de sal (o adequado seria três gramas), 15 mililitros de óleo (o aceitável seria 10 mililitros) e 14,8 gramas de açúcar (que em um mundo ideal nem deveria ser consumido).

Essas quantidades levam em conta apenas o que é adicionado nas cozinhas escolares no preparo das refeições. Ainda há todo o sal, o açúcar e a gordura que vêm nos alimentos industrializados usados nas escolas, sem falar no que está presente nas guloseimas levadas na mochila e nas refeições feitas em casa.
Em resumo: as crianças estão consumindo substâncias nocivas em quantidade bem superior à que seus organismos têm capacidade de metabolizar. Adaptando-se a essa realidade, a Secretaria de Educação de Porto Alegre (Smed) adicionou uma novidade à rotina de pesagem e medição dos alunos. Agora eles também passam por avaliação da pressão arterial.

— Além da obesidade, há crianças de seis anos com pressão alterada — afirma Annelise Krause, coordenadora do setor de nutrição da Smed.

A estratégia da Smed é cortar 50% do sal, do óleo e do açúcar gradualmente, para que o paladar dos alunos se habitue sem percalços aos novos sabores. Além disso, há uma série de mudanças em curso no cardápio.

Biscoitos salgados e farinha branca foram trocados por suas versões integrais. O pão de centeio passou a fazer parte da dieta, em lugar do pão francês. Em vez de temperar a comida com sal, os cozinheiros utilizam ervas como o manjericão, a sálvia e o alecrim.

O trio maligno

Boa parte do aumento da obesidade infantil deve-se ao consumo excessivo de sal, açúcar e gordura:

SAL

Por que é usado
O problema não é propriamente o sal, mas um de seus elementos, o sódio. Ele é o principal conservante dos produtos industrializados, inclusive de adocicados, como os refrigerantes. Sua presença também é uma forma de acentuar o sabor.

O risco para a saúde
O sal aumenta a pressão arterial. Ela favorece a hipertensão e o desenvolvimento de problemas cardíacos.

Dica de substituição
No preparo das refeições, é possível reduzir o sal por meio da utilização de temperos como alho, salsa, orégano, manjericão e cebolinha.

Quantidade indicada
Um grama de sal equivale a 400mg de sódio. Confira a recomendação de máxima de consumo diário de sal, conforme a idade:

0 a 6 meses: até 1g
7 a 12 meses: 1g
1 a 3 anos: 2g
4 a 6 anos: 3g
7 a 10 anos: 5g
11 anos ou mais: 6g

AÇÚCAR

Por que é usado
O sabor é de forte apelo, principalmente para as crianças.

O risco para a saúde
O açúcar favorece o excesso de peso, o que traz risco de diabetes e de doenças cardiovasculares.

Dica de substituição
Usar frutose (o açúcar natural da fruta) ou açúcar mascavo é menos nocivo á saúde.

Quantidade indicada
O açúcar é caloria pura, sem valor nutricional. O organismo não precisa dele. Tudo o que se consumir será em demasia.

GORDURA

Por que é usada
A gordura costuma ser associada a produtos salgados, mas também está muito presente em doces, como bolachas recheadas. Isso acontece porque, além de intensificar o sabor, ela funciona como conservante.

O risco para a saúde
A gordura tem o dobro de calorias do açúcar e leva à obesidade. Está associada ao colesterol alto. Acumula-se nas artérias e veias, podendo obstruí-las, levando a doenças cardiovasculares.

Dica de substituição
Em lugar de fritar pastéis ou nuggets, uma opção mais saudável é assá-los.

Quantidade indicada
A Anvisa estabelece 22 gramas como valor de referência diário.


Salgado vício

Os lanches e alimentos processados estão cheios de sódio. O sódio em excesso faz mal à saúde. Logo, basta reduzir sua quantidade nos alimentos.

A solução, infelizmente, não é tão simples. Faz milênios que a humanidade depende do sódio, de início na forma de sal, para aumentar a vida útil dos alimentos. E até hoje a indústria alimentícia não encontrou alternativa melhor e mais barata para estender a validade de seus produtos.

– O desafio de tirar o sal dos alimentos não é o sabor. Se ele fosse usado só para temperar, não existiria problema, porque a quantidade seria muito menor. O que torna a questão complexa é o sal ser o grande conservante. Para retirá-lo, é preciso colocar outra coisa no lugar, porque o produto não duraria nas prateleiras – explica a doutora em bioquímica Denize Righetto Ziegler, coordenadora do Instituto de Pesquisa em Alimentos para a Saúde Nutrifor, da Unisinos.

Um dos trabalhos do instituto sob comando de Denize é ajudar empresas a reduzir as quantidades de sal, açúcar e gordura dos alimentos, possibilitando a sua adaptação às novas exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não é uma tarefa fácil. Substituir o sódio por outro conservante pode significar produtos mais caros e, dependendo do que for usado, riscos maiores à saúde.

Denize afirma que os consumidores precisam ser mais exigentes – como na Europa, onde a sociedade cobra poucos ingredientes na formulação dos produtos, os chamados alimentos de rótulo limpo. Aqui se faz o contrário.

– As crianças são as mais vulneráveis. Nossos filhos estão obesos e com doenças de adultos. Isso é bastante sério. As mães têm de voltar um pouco para o fogão e preparar as refeições. Precisam valorizar a compra de produtos saudáveis e ler os rótulos dos alimentos para saber o que seu filho está consumindo – salienta.

Leite de segunda

Dias atrás, as famílias gaúchas ficaram assustadas ao descobrir que o leite servido aos seus filhos estava adulterado. Não é só com o produto fraudado, no entanto, que é preciso se preocupar. Também é necessário ficar atento ao leite que chega às mesas depois de seguir as normas legais.

Em países europeus como a Itália, a Holanda e a Alemanha, a ênfase foi colocada em obter o melhor produto possível nas fazendas. As vacas são extremamente saudáveis e a ordenha é mecanizada, de forma que o leite é tão limpo que basta resfriá-lo para ser consumido. Nas fábricas, não há necessidade de adição de muitos conservantes. O Brasil fez uma opção diferente, explica a doutora em bioquímica.

Como aprimorar a qualidade nas fazendas é mais caro e mais difícil, o foco é na pasteurização e na industrialização (a adição de componentes a fim de garantir um padrão mínimo). A aposta foi criar procedimentos pelos quais um leite inferior, com muitas impurezas, é processado para o consumo.

— O leite industrializado produzido no Brasil não tem a mesma qualidade do leite produzido pelos europeus ou neozelandeses, por exemplo. É um leite estéril, sem sua maravilhosa microbiologia natural. Além disso, são adicionadas substâncias para conservar e não coagular. Não tomamos o leite in natura que sai da vaca sadia com ordenha apropriada, tomamos um produto que decidimos chamar de leite, composto de agregados lícitos e, quando provenientes de fraude, ilícitos, como observamos agora com a adição de ureia e formol — observa Denize.

Merenda com saúde

Exemplos de merenda escolar em acordo com o recomendado pelo Ministério da Saúde:

> Pão de queijo + vitamina de fruta

> Bolo simples + salada de frutas

> Esfirra de frango + suco de frutas

> Sanduíche natural + chá mate

> Pão francês com queijo + suco de frutas

> Bolo de cenoura + suco de laranja

> Enroladinho de queijo + água de coco

> Pizza de mussarela + suco de frutas

> Vitamina de frutas + biscoito de polvilho

> Barra de cereais sem chocolate + leite com achocolatado em pó Iogurte + pipoca caseira + fruta

> Cereal matinal + iogurte de frutas + banana

Ingredientes perigosos

Confira a quantidade de açúcar, sal e gordura em alguns alimentos que fazem parte da dieta das crianças brasileiras, conforme estudo realizado pela Anvisa

Batata frita
Porção de 100g
Sódio: 426mg (21,2% do limite diário)
Gordura saturada: 14g (63,6% do limite diário)
Substituto mais saudável: batata palito assada

Salgadinho de milho
Porção de 100g
Sódio: 707,6mg (35,2% do limite diário)
Gordura saturada: 4,8g (21,6% do limite diário)
Substituto mais saudável: palitinho de queijo assado

Guaraná
1 litro
Sódio: 81mg (4% do limite diário)
Açúcar: 100g
Substituto mais saudável: consumir com moderação

Guaraná de baixa caloria (light)
1 litro
Sódio: 147mg (7,3% do limite diário)
Substituto mais saudável: não deve ser consumido por crianças

Hambúrguer bovino
80 gramas
Sódio: 567 mg (28,3% do limite diário)
Substituto mais saudável: hambúrguer caseiro assado

Salsicha de cachorro-quente
50 gramas
Sódio: 551 mg (27,5%)
Substituto mais saudável: consumir moderadamente

Macarrão instantâneo
80 gramas
Sódio: 1.198 mg (59,9% do limite diário)
Substituto mais saudável: massa tradicional

Macarrão instantâneo com tempero
85 gramas
Sódio: 2.721 mg (136% do limite diário)
Substituto mais saudável: massa tradicional com molho caseiro

Carne de frango empanada
130 gramas
Sódio: 759 mg (37,9% do limite diário)
Substituto mais saudável: carne de frango caseira empanada e assada

Biscoito recheado ou biscoito salgado
100 gramas (14,4%)
Sódio: 288 mg
Gordura saturada: 5,3g (24,3% do limite diário)
Substituto mais saudável: bolos em geral

(*) O limite diário de sódio tem como referência crianças de sete a 10 anos. Para crianças menores, os limites são inferiores. As quantidades de sódio, de gordura e de açúcar representam o valor médio encontrado pela Anvisa em produtos de diferentes marcas

Texto retirado do site da Zero Hora. Para acessar a matéria clique aqui

Porque evitar açúcares e gorduras na alimentação infantil???

Porque evitar açúcares e gorduras na alimentação infantil???

Existem diversos motivos para esta recomendação!

Tudo começa com o que chamamos de formação do paladar!
Hoje, temos várias pesquisas demonstrando a importância da formação do paladar infantil, como forma de construir bons hábitos alimentares. E sabemos também que o paladar infantil pode ser influenciado desde o período intrauterino (por isso também a importância em manter uma alimentação variada e saudável já na gestação)!  Enfim, a ideia geral é oferecer alimentos variados, dar ênfase ao consumo de frutas, verduras, legumes desde o momento da introdução alimentar, para que a criança aprenda a diferenciar os sabores, e aprenda a apreciar os alimentos. Fazendo isto, estamos proporcionando um aprendizado, formando o paladar. Este aprendizado será levado pela criança para o resto da vida, e certamente influencia para a adoção de bons hábitos em fases futuras!
Bom, mas voltando à pergunta principal… por que evitar açúcares e gorduras?
Na realidade não podemos generalizar totalmente esta recomendação! Primeiro, precisamos entender quais açúcares e gorduras realmente devemos evitar!!
Pois bem, “açúcares” na realidade compreende um grupo muito importante de nutrientes, os carboidratos, e estes devem fazer parte da alimentação sim! Mas, neste post, quando falo de açúcar, estou me referindo ao açúcar de adição (aquele que acrescentamos às preparações), ou aquele presente em alimentos como chocolates, bolos com muito recheio ou coberturas, bolachas recheadas…
E, para as gorduras, também vale esclarecer! Sim, algumas “gorduras” são importantes, e podem ser consumidas, como o azeite de oliva por exemplo! Mas hoje, estamos pensando nos alimentos ricos em gorduras não tão saudáveis, como aquelas presentes nas bolachinhas recheadas, nos salgadinhos, balas,  bolinhos tipo “maria”… enfim, nas guloseimas em geral!
O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e gorduras contribui para o excesso de peso, alteração da pressão arterial e alteração no perfil lipídico (quanto temos alterações nos exames laboratoriais). Ah! mas estes são problemas de adultos!!! Errado! Estes problemas estão sendo detectados cada vez mais em crianças, desde a primeira infância! E por isso devemos ser mais severos quanto à oferta destes alimentos.
Muitas vezes recebo pais e mães com crianças que estão aparentemente saudáveis, tudo indo bem, mas quando iniciamos um acompanhamento mais específico, e verificamos os exames, várias alterações são detectadas! a boa notícia é que mudanças nos hábitos alimentares normalmente são suficiente para que os exames voltem ao “normal” e a criança venha a ficar de fato saudável! por isso é sempre importante lembrar: não é só uma questão de ganho de peso, ser  mais “gordinho”ou mais “magrinho” não é sinônimo de estar bem nutrido!
E qual o segredo então?! fazer melhores escolhas! a utilização de alimentos prontos, industrializados está presente no cotidiano, não temos como fugir! então o melhor é deixar estes alimentos para os momentos de correria mesmo, de maior necessidade! E a rotina deve ser a oferta de alimentos mais adequados e mais saudáveis.
E o mais importante: a criança não conhece o sabor dos alimentos, quem faz a introdução alimentar somos nós, adultos. Portanto, cabe à nós orientar e realizar oferta de maneira adequada. isto é a formação dos hábitos saudáveis, que permanecerão com a criança para toda a vida! E sim, a criança provavelmente terá contato com as “guloseimas” e de maneira nenhuma a intenção é simplesmente proibir o consumo, mas sim ensinar a criança a manter a alimentação saudável no cotidiano, para poder consumir os “excessos” em momentos específicos como comemorações, finais de semana… (exceto para aquelas menores de 2 anos, que realmente não devem consumir doces, salgadinhos, etc…)
Por fim, vale sempre lembrar que a introdução alimentar, conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria deve ser realizada a partir dos 6 meses de vida, tanto para as crianças em aleitamento materno, quanto para aquelas crianças em uso de fórmulas lácteas. E, a introdução alimentar precoce (antes dos 6 meses) tem relação com o desenvolvimento de  dificuldades alimentares durante a infância, como a recusa alimentar!

Como dica, fica a orientação para que procurem uma nutri infantil desde o momento da introdução alimentar! Às vezes, uma orientação mais precisa, além de servir como base para formação adequada do paladar e aceitação alimentar,  pode prevenir problemas futuros! E se o problema já está instalado, também vale procurar ajuda, o profissional pode orientar adequadamente as mudanças a serem feitas!

Este post também está no blog Gente Miúda – já conhece? não? Então passa lá que tem matérias super legais! http://www.gentemiuda.blog.br
%d blogueiros gostam disto: