Reportagem da Zero Hora sobre Alimentação Infantil nas Escolas!

Vocês viram a reportagem na Zero Hora, sobre alimentação infantil nas escolas?! Vale muito a leitura!  é um assunto para o qual tenho chamado a atenção há um bom tempo! Tem até um post anterior falando dos motivos pelos quais devemos evitar excesso de açúcares e gorduras para as crianças! (já leu?  clica aqui e confere)

Escolas de Porto Alegre abrem guerra contra os vilões das cantinas

Consumo excessivo de sal, açúcar e gordura estão entre as principais causas do crescimento da obesidade infantil

Itamar Melo 

Uma guerra deflagrada no fim de março nas escolas municipais de Porto Alegre chamou a atenção para três inimigos implacáveis, que se infiltraram em cada lar, colégio ou mochila.  Essa tríplice entente do mal — formada por sal, açúcar e gordura — está agindo sob o disfarce de lanches de aparência inocente, para colocar em risco a saúde de uma geração.

Na rede municipal de Porto Alegre, o alarme soou a partir do levantamento antropométrico realizado em 2012 com as 4 mil crianças da Educação Infantil e com 25% das 45 mil crianças do Ensino Fundamental. O resultado: 13% estão obesas.

O dado, em si, já assusta, mas há um detalhe ainda mais assombroso: o índice cresce de forma acelerada. Em apenas seis anos, aumentou 53%.

Esse drama não é circunscrito ao universo das escolas da Capital. Nos últimos anos, autoridades internacionais de saúde têm manifestado crescente preocupação com a presença do trio maligno nas merendas e lanches. No Brasil, depois de testes detectarem quantidades alarmantes nos alimentos apreciados pelas crianças, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acertou com a indústria a redução dos teores de sal, açúcar e gordura.

Na escolas municipais de Porto Alegre, decidiu-se tratar o inimigo sem complacência. A meta é cortar pela metade o uso das três substâncias até julho. A rede chega a oferecer quatro refeições diárias para alguns alunos. Feitas as contas, a Secretaria Municipal da Educação (Smed) constatou um consumo diário per capita de cinco gramas de sal (o adequado seria três gramas), 15 mililitros de óleo (o aceitável seria 10 mililitros) e 14,8 gramas de açúcar (que em um mundo ideal nem deveria ser consumido).

Essas quantidades levam em conta apenas o que é adicionado nas cozinhas escolares no preparo das refeições. Ainda há todo o sal, o açúcar e a gordura que vêm nos alimentos industrializados usados nas escolas, sem falar no que está presente nas guloseimas levadas na mochila e nas refeições feitas em casa.
Em resumo: as crianças estão consumindo substâncias nocivas em quantidade bem superior à que seus organismos têm capacidade de metabolizar. Adaptando-se a essa realidade, a Secretaria de Educação de Porto Alegre (Smed) adicionou uma novidade à rotina de pesagem e medição dos alunos. Agora eles também passam por avaliação da pressão arterial.

— Além da obesidade, há crianças de seis anos com pressão alterada — afirma Annelise Krause, coordenadora do setor de nutrição da Smed.

A estratégia da Smed é cortar 50% do sal, do óleo e do açúcar gradualmente, para que o paladar dos alunos se habitue sem percalços aos novos sabores. Além disso, há uma série de mudanças em curso no cardápio.

Biscoitos salgados e farinha branca foram trocados por suas versões integrais. O pão de centeio passou a fazer parte da dieta, em lugar do pão francês. Em vez de temperar a comida com sal, os cozinheiros utilizam ervas como o manjericão, a sálvia e o alecrim.

O trio maligno

Boa parte do aumento da obesidade infantil deve-se ao consumo excessivo de sal, açúcar e gordura:

SAL

Por que é usado
O problema não é propriamente o sal, mas um de seus elementos, o sódio. Ele é o principal conservante dos produtos industrializados, inclusive de adocicados, como os refrigerantes. Sua presença também é uma forma de acentuar o sabor.

O risco para a saúde
O sal aumenta a pressão arterial. Ela favorece a hipertensão e o desenvolvimento de problemas cardíacos.

Dica de substituição
No preparo das refeições, é possível reduzir o sal por meio da utilização de temperos como alho, salsa, orégano, manjericão e cebolinha.

Quantidade indicada
Um grama de sal equivale a 400mg de sódio. Confira a recomendação de máxima de consumo diário de sal, conforme a idade:

0 a 6 meses: até 1g
7 a 12 meses: 1g
1 a 3 anos: 2g
4 a 6 anos: 3g
7 a 10 anos: 5g
11 anos ou mais: 6g

AÇÚCAR

Por que é usado
O sabor é de forte apelo, principalmente para as crianças.

O risco para a saúde
O açúcar favorece o excesso de peso, o que traz risco de diabetes e de doenças cardiovasculares.

Dica de substituição
Usar frutose (o açúcar natural da fruta) ou açúcar mascavo é menos nocivo á saúde.

Quantidade indicada
O açúcar é caloria pura, sem valor nutricional. O organismo não precisa dele. Tudo o que se consumir será em demasia.

GORDURA

Por que é usada
A gordura costuma ser associada a produtos salgados, mas também está muito presente em doces, como bolachas recheadas. Isso acontece porque, além de intensificar o sabor, ela funciona como conservante.

O risco para a saúde
A gordura tem o dobro de calorias do açúcar e leva à obesidade. Está associada ao colesterol alto. Acumula-se nas artérias e veias, podendo obstruí-las, levando a doenças cardiovasculares.

Dica de substituição
Em lugar de fritar pastéis ou nuggets, uma opção mais saudável é assá-los.

Quantidade indicada
A Anvisa estabelece 22 gramas como valor de referência diário.


Salgado vício

Os lanches e alimentos processados estão cheios de sódio. O sódio em excesso faz mal à saúde. Logo, basta reduzir sua quantidade nos alimentos.

A solução, infelizmente, não é tão simples. Faz milênios que a humanidade depende do sódio, de início na forma de sal, para aumentar a vida útil dos alimentos. E até hoje a indústria alimentícia não encontrou alternativa melhor e mais barata para estender a validade de seus produtos.

– O desafio de tirar o sal dos alimentos não é o sabor. Se ele fosse usado só para temperar, não existiria problema, porque a quantidade seria muito menor. O que torna a questão complexa é o sal ser o grande conservante. Para retirá-lo, é preciso colocar outra coisa no lugar, porque o produto não duraria nas prateleiras – explica a doutora em bioquímica Denize Righetto Ziegler, coordenadora do Instituto de Pesquisa em Alimentos para a Saúde Nutrifor, da Unisinos.

Um dos trabalhos do instituto sob comando de Denize é ajudar empresas a reduzir as quantidades de sal, açúcar e gordura dos alimentos, possibilitando a sua adaptação às novas exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não é uma tarefa fácil. Substituir o sódio por outro conservante pode significar produtos mais caros e, dependendo do que for usado, riscos maiores à saúde.

Denize afirma que os consumidores precisam ser mais exigentes – como na Europa, onde a sociedade cobra poucos ingredientes na formulação dos produtos, os chamados alimentos de rótulo limpo. Aqui se faz o contrário.

– As crianças são as mais vulneráveis. Nossos filhos estão obesos e com doenças de adultos. Isso é bastante sério. As mães têm de voltar um pouco para o fogão e preparar as refeições. Precisam valorizar a compra de produtos saudáveis e ler os rótulos dos alimentos para saber o que seu filho está consumindo – salienta.

Leite de segunda

Dias atrás, as famílias gaúchas ficaram assustadas ao descobrir que o leite servido aos seus filhos estava adulterado. Não é só com o produto fraudado, no entanto, que é preciso se preocupar. Também é necessário ficar atento ao leite que chega às mesas depois de seguir as normas legais.

Em países europeus como a Itália, a Holanda e a Alemanha, a ênfase foi colocada em obter o melhor produto possível nas fazendas. As vacas são extremamente saudáveis e a ordenha é mecanizada, de forma que o leite é tão limpo que basta resfriá-lo para ser consumido. Nas fábricas, não há necessidade de adição de muitos conservantes. O Brasil fez uma opção diferente, explica a doutora em bioquímica.

Como aprimorar a qualidade nas fazendas é mais caro e mais difícil, o foco é na pasteurização e na industrialização (a adição de componentes a fim de garantir um padrão mínimo). A aposta foi criar procedimentos pelos quais um leite inferior, com muitas impurezas, é processado para o consumo.

— O leite industrializado produzido no Brasil não tem a mesma qualidade do leite produzido pelos europeus ou neozelandeses, por exemplo. É um leite estéril, sem sua maravilhosa microbiologia natural. Além disso, são adicionadas substâncias para conservar e não coagular. Não tomamos o leite in natura que sai da vaca sadia com ordenha apropriada, tomamos um produto que decidimos chamar de leite, composto de agregados lícitos e, quando provenientes de fraude, ilícitos, como observamos agora com a adição de ureia e formol — observa Denize.

Merenda com saúde

Exemplos de merenda escolar em acordo com o recomendado pelo Ministério da Saúde:

> Pão de queijo + vitamina de fruta

> Bolo simples + salada de frutas

> Esfirra de frango + suco de frutas

> Sanduíche natural + chá mate

> Pão francês com queijo + suco de frutas

> Bolo de cenoura + suco de laranja

> Enroladinho de queijo + água de coco

> Pizza de mussarela + suco de frutas

> Vitamina de frutas + biscoito de polvilho

> Barra de cereais sem chocolate + leite com achocolatado em pó Iogurte + pipoca caseira + fruta

> Cereal matinal + iogurte de frutas + banana

Ingredientes perigosos

Confira a quantidade de açúcar, sal e gordura em alguns alimentos que fazem parte da dieta das crianças brasileiras, conforme estudo realizado pela Anvisa

Batata frita
Porção de 100g
Sódio: 426mg (21,2% do limite diário)
Gordura saturada: 14g (63,6% do limite diário)
Substituto mais saudável: batata palito assada

Salgadinho de milho
Porção de 100g
Sódio: 707,6mg (35,2% do limite diário)
Gordura saturada: 4,8g (21,6% do limite diário)
Substituto mais saudável: palitinho de queijo assado

Guaraná
1 litro
Sódio: 81mg (4% do limite diário)
Açúcar: 100g
Substituto mais saudável: consumir com moderação

Guaraná de baixa caloria (light)
1 litro
Sódio: 147mg (7,3% do limite diário)
Substituto mais saudável: não deve ser consumido por crianças

Hambúrguer bovino
80 gramas
Sódio: 567 mg (28,3% do limite diário)
Substituto mais saudável: hambúrguer caseiro assado

Salsicha de cachorro-quente
50 gramas
Sódio: 551 mg (27,5%)
Substituto mais saudável: consumir moderadamente

Macarrão instantâneo
80 gramas
Sódio: 1.198 mg (59,9% do limite diário)
Substituto mais saudável: massa tradicional

Macarrão instantâneo com tempero
85 gramas
Sódio: 2.721 mg (136% do limite diário)
Substituto mais saudável: massa tradicional com molho caseiro

Carne de frango empanada
130 gramas
Sódio: 759 mg (37,9% do limite diário)
Substituto mais saudável: carne de frango caseira empanada e assada

Biscoito recheado ou biscoito salgado
100 gramas (14,4%)
Sódio: 288 mg
Gordura saturada: 5,3g (24,3% do limite diário)
Substituto mais saudável: bolos em geral

(*) O limite diário de sódio tem como referência crianças de sete a 10 anos. Para crianças menores, os limites são inferiores. As quantidades de sódio, de gordura e de açúcar representam o valor médio encontrado pela Anvisa em produtos de diferentes marcas

Texto retirado do site da Zero Hora. Para acessar a matéria clique aqui

Porque evitar açúcares e gorduras na alimentação infantil???

Porque evitar açúcares e gorduras na alimentação infantil???

Existem diversos motivos para esta recomendação!

Tudo começa com o que chamamos de formação do paladar!
Hoje, temos várias pesquisas demonstrando a importância da formação do paladar infantil, como forma de construir bons hábitos alimentares. E sabemos também que o paladar infantil pode ser influenciado desde o período intrauterino (por isso também a importância em manter uma alimentação variada e saudável já na gestação)!  Enfim, a ideia geral é oferecer alimentos variados, dar ênfase ao consumo de frutas, verduras, legumes desde o momento da introdução alimentar, para que a criança aprenda a diferenciar os sabores, e aprenda a apreciar os alimentos. Fazendo isto, estamos proporcionando um aprendizado, formando o paladar. Este aprendizado será levado pela criança para o resto da vida, e certamente influencia para a adoção de bons hábitos em fases futuras!
Bom, mas voltando à pergunta principal… por que evitar açúcares e gorduras?
Na realidade não podemos generalizar totalmente esta recomendação! Primeiro, precisamos entender quais açúcares e gorduras realmente devemos evitar!!
Pois bem, “açúcares” na realidade compreende um grupo muito importante de nutrientes, os carboidratos, e estes devem fazer parte da alimentação sim! Mas, neste post, quando falo de açúcar, estou me referindo ao açúcar de adição (aquele que acrescentamos às preparações), ou aquele presente em alimentos como chocolates, bolos com muito recheio ou coberturas, bolachas recheadas…
E, para as gorduras, também vale esclarecer! Sim, algumas “gorduras” são importantes, e podem ser consumidas, como o azeite de oliva por exemplo! Mas hoje, estamos pensando nos alimentos ricos em gorduras não tão saudáveis, como aquelas presentes nas bolachinhas recheadas, nos salgadinhos, balas,  bolinhos tipo “maria”… enfim, nas guloseimas em geral!
O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e gorduras contribui para o excesso de peso, alteração da pressão arterial e alteração no perfil lipídico (quanto temos alterações nos exames laboratoriais). Ah! mas estes são problemas de adultos!!! Errado! Estes problemas estão sendo detectados cada vez mais em crianças, desde a primeira infância! E por isso devemos ser mais severos quanto à oferta destes alimentos.
Muitas vezes recebo pais e mães com crianças que estão aparentemente saudáveis, tudo indo bem, mas quando iniciamos um acompanhamento mais específico, e verificamos os exames, várias alterações são detectadas! a boa notícia é que mudanças nos hábitos alimentares normalmente são suficiente para que os exames voltem ao “normal” e a criança venha a ficar de fato saudável! por isso é sempre importante lembrar: não é só uma questão de ganho de peso, ser  mais “gordinho”ou mais “magrinho” não é sinônimo de estar bem nutrido!
E qual o segredo então?! fazer melhores escolhas! a utilização de alimentos prontos, industrializados está presente no cotidiano, não temos como fugir! então o melhor é deixar estes alimentos para os momentos de correria mesmo, de maior necessidade! E a rotina deve ser a oferta de alimentos mais adequados e mais saudáveis.
E o mais importante: a criança não conhece o sabor dos alimentos, quem faz a introdução alimentar somos nós, adultos. Portanto, cabe à nós orientar e realizar oferta de maneira adequada. isto é a formação dos hábitos saudáveis, que permanecerão com a criança para toda a vida! E sim, a criança provavelmente terá contato com as “guloseimas” e de maneira nenhuma a intenção é simplesmente proibir o consumo, mas sim ensinar a criança a manter a alimentação saudável no cotidiano, para poder consumir os “excessos” em momentos específicos como comemorações, finais de semana… (exceto para aquelas menores de 2 anos, que realmente não devem consumir doces, salgadinhos, etc…)
Por fim, vale sempre lembrar que a introdução alimentar, conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria deve ser realizada a partir dos 6 meses de vida, tanto para as crianças em aleitamento materno, quanto para aquelas crianças em uso de fórmulas lácteas. E, a introdução alimentar precoce (antes dos 6 meses) tem relação com o desenvolvimento de  dificuldades alimentares durante a infância, como a recusa alimentar!

Como dica, fica a orientação para que procurem uma nutri infantil desde o momento da introdução alimentar! Às vezes, uma orientação mais precisa, além de servir como base para formação adequada do paladar e aceitação alimentar,  pode prevenir problemas futuros! E se o problema já está instalado, também vale procurar ajuda, o profissional pode orientar adequadamente as mudanças a serem feitas!

Este post também está no blog Gente Miúda – já conhece? não? Então passa lá que tem matérias super legais! http://www.gentemiuda.blog.br

Orientações para extração e armazenamento de leite materno

aleitamento_1195171845_desenho_edaikawa_flickr_2007Orientações para extração e armazenamento de leite materno

Prenda os cabelos

Lave as mãos com água e sabão

Caso tenha que lavar as mamas, utilize somente água, pois o sabão resseca os mamilos.

Para realizar a extração do leite materno, é possível utilizar as mãos ou bombas tira-leite (elétricas ou manuais).

Independente do uso de bomba ou da extração manual, antes de iniciar a extração é importante realizar massagem nas mamas para estimular a ejeção do leite.

Para ordenha manual:

– Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);

– Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;

– Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar asair;

– Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

O armazenamento deve ser feito em frascos de vidro com tampa plástica ou potes de plástico, livre de Bisphenol-A.

Estes frascos devem ser higienizados com água corrente e sabão líquidoneutro e fervidos por 10 minutos. Pode-se também, armazenar em, sacos plásticos estéreis, específicos para este fim.

Quando estocado em geladeira, o leite materno pode ficar por até 12 horas, devendo ser posicionado no fundo da prateleira e não na porta. Quando estocado em congelador, pode permanecer por até 15 dias.

O aquecimento o leite materno deve ser feito em banho-maria e ofertado para o bebê. Após descongelado, não congelar novamente.

Fonte: Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=397

Confiar que a criança gordinha vai ‘esticar’ pode atrapalhar o desenvolvimento infantil – Site Ministério da Saúde – Brasil

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Deixar de se preocupar com o sobrepeso infantil confiando que com seu crescimento a criança vai “esticar” é um erro, segundo alertam especialistas. Da mesma forma, é equivocado associar o peso extra infantil a um sinal de saúde. Atualmente, é crescente o número de crianças com obesidade. Acreditar nesses velhos mitos pode trazer perigo para a saúde dos pequenos e para sua vida adulta, como problemas de saúde precoce e a falta de hábitos saudáveis.

Para a nutricionista da Coordenação-Geral de Alimentação de Nutrição (CGAN/DAB/SAS/MS), Ana Carolina Feldenheimer, é importante desmitificar a ideia de que criança considerada gordinha está bem alimentada. “A criança precisa crescer dentro dos limites saudáveis, ou seja, nem muito magrinha nem muito gordinha. Por isso, é importante os pais conhecerem a curva de crescimento da criança em relação ao peso e a altura, para saber se ela realmente está com excesso de peso”, orienta.

A ideia de que o crescimento vai fazer a criança “esticar” não acontece de forma espontânea, caso não sejam estimulados a alimentação saudável e a prática de atividades físicas. “Alguns estudos também apontam que meninas com sobrepeso e obesidade têm a menarca, primeira menstruação, mais cedo. E a menarca para a adolescente é importante, pois define o crescimento da mulher. Depois que ocorre, ela tende a crescer menos. Então, quando se antecipa esse processo, o estimulo de crescimento não acontece no tempo certo”, alerta Ana Carolina.

O ideal é sempre manter o peso dentro dos limites saudáveis. “Se a criança sempre foi mais alta e mais pesada, mas está dentro do aceitável, não terá problemas. O ruim é quando ela começa a ganhar peso de uma maneira acelerada, o que provavelmente vai acompanhá-la para o resto da vida se ela não mudar os hábitos alimentares desde cedo”, afirma a nutricionista.

Uma obesidade precoce pode causar problemas futuros sérios. Segundo Ana Carolina, crianças com 10 anos já apresentam problemas de colesterol alto e tendem a ter diabetes ou desenvolver doenças crônicas antes. Por isso, mudar os hábitos alimentares é importante, mas deve ser feito não apenas para as crianças; a família toda deve dar o exemplo.

“A mudança alimentar terá pouco efeito se só os filhos mudarem o seu comportamento. Se a família inteira mudar os hábitos, comer mais verduras, saladas e mantiver momentos de lazer mais ativos, esses hábitos serão incorporados na vida da criança e vão surtir efeitos no futuro”, recomenda Ana Carolina, que lembra que não adianta mudar a alimentação por um tempo para emagrecer e depois voltar aos velhos hábitos.

Jogando limpo – É comum os pais disfarçarem verduras e legumes durante a preparação de alimentos para que o consumo seja feito sem a criança perceber, o que é errado. “O ideal é que a criança saiba o que ela está comendo. Disfarçar o legume no feijão, por exemplo, pode deixá-lo mais nutritivo, mas a criança não vai saber o que está comendo e quando for adulto não fará escolhas alimentares saudáveis.”

Para a nutricionista, mascarar o gosto dos alimentos também não permite saber se a criança gosta ou não dele. O ideal é testar novas preparações para saber se aquela terá mais aceitação, convidá-la a experimentar novos alimentos, para só depois de muitas tentativas ter a certeza se ela gosta ou não de alguma coisa. O refrigerante, principal vilão da má alimentação, seguido dos salgadinhos, bolachas recheadas e fast-foods, devem ser deixados apenas para alguns momentos e não devem fazer parte da alimentação regular.

Fonte:  site Ministério da Saúde

http://www.blog.saude.gov.br/confiar-que-a-crianca-gordinha-vai-esticar-pode-atrapalhar-o-desenvolvimento-infantil/

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