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Os 10 piores alimentos para as crianças – Matéria no site Delas – Ig

Confiram a matéria com participação da Nutri Ana Terrazzan:

Assim que a criança entra na fase de alimentação sólida, a atenção dos pais deve se voltar à qualidade da comida que ela irá ingerir. Refeições nutritivas e saborosas são prioridade no prato dos filhos, e o que não trouxer benefícios à saúde deverá ser descartado da dieta diária. “Em alimentação e nutrição deve-se pensar em saúde e bem-estar e sempre agir de maneira preventiva. A preocupação não deve surgir apenas depois de problemas instalados”, afirma Ana Carolina Terrazzan, nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição.

Mas, com a correria do dia a dia, alimentos considerados ruins aparecem no cardápio caseiro quando a pressa fala mais alto do que a qualidade de vida. A nutricionista Karoline Basquerote, especializada em educação alimentar para crianças, explica que “a facilidade do acesso a alimentos prontos para o consumo acaba levando a refeições mais gordurosas e açucaradas e ao consumo de refrigerantes e guloseimas, o que contribui para problemas relacionados à obesidade infantil, por exemplo”.

Os vilões

Sucesso entre a criançada, a dupla refrigerante e salgadinho (de saquinho) é a maior vilã da alimentação infantil. Juntos ou isoladamente, a bebida e o petisco têm valor nutricional praticamente nulo e trazem muitos males, entre eles o risco de doenças e de enfraquecimento dos ossos, por causa da alta concentração de elementos como o sódio e da presença de ácidos nas fórmulas.

Sucos industrializados (em pó ou líquidos) e bolachas recheadas, também muito queridos pelos pequenos, são igualmente ruins para a dieta infantil. O motivo: altíssima concentração de açúcar em cada porção dos alimentos.

Algumas “soluções rápidas” para almoço ou jantar figuram entre os piores alimentos para as crianças. São os nuggets, os hambúrgueres e as salsichas, que muitas vezes entram como substitutos de um bife ou filé. Quase sempre feitos com carne processada, eles não têm as proteínas que muitos pais creem fornecer aos filhos quando os colocam no prato. Para piorar, a maioria dos hambúrgueres é rica em gordura trans. O melhor é se manter fiel à carne tradicional.

Sempre pense em alternativas

Para manter a saúde e o ritmo das atividades cotidianas, é preciso saber que alimentos priorizar. O caso do macarrão instantâneo é um dos mais fáceis. Considerado maléfico por ter muito sódio, muitos conservantes e poucas vitaminas, ele pode dar lugar ao macarrão regular. “O tempo médio de preparo de um macarrão instantâneo é de três minutos, o de um não instantâneo é de oito minutos. São cinco minutos a mais para oferecer um prato saudável ao filho. Vale a pena! E no tempo de cozimento da massa é possível fazer um molho bem gostoso”, sugere Ana Carolina Terrazzan.

O suco em pó ou de caixinha deve ser substituído pelo suco natural da fruta. E se a criança apenas estiver com sede ao longo do dia, precisa beber água. Refrigerantes podem ficar reservados a apenas um dia do fim de semana; se der para evitá-los até neste dia, melhor.

O resultado desse esforço poderá ser visto em todos os aspectos da vida dos filhos. “Mantendo uma boa rotina alimentar, rica em nutrientes, a criança terá mais facilidade no aprendizado, um melhor desenvolvimento do corpo e do sistema imunológico. Os bons hábitos evitam problemas graves de saúde no presente e no futuro”, diz a nutricionista Mariana Fróes.

Fontes: Ana Carolina Terrazzan (nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição e mestre em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS), Karoline Basquerote (nutricionista clínica especializada em educação alimentar para crianças) e Mariana Fróes (nutricionista da Clínica de Nutrição Funcional Patricia Davidson Haiat).

Veja a matéria em http://delas.ig.com.br/filhos/2013-07-26/piores-alimentos-para-as-criancas.html

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Entrevista Programa TPM – Aleitamento Materno

O melhor “preparo para a amamentação” é buscar informações!

A mulher deve buscar um profissional para conversar,  falar sobre seus medos, tirar dúvidas.. durante o pré-natal!

Esta é a melhor maneira de se preparar para amamentar!

E você? Já conversou com um profissional amigo da amamentação? Vai lá! Vale a pena!

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Uma reflexão sobre Aleitamento Materno

Imagem do text uma reflexão sobre leite maternoO aleitamento materno é um ato social. Presente na história há milhares de anos, evoluiu junto com a humanidade. Dentre os registros históricos, podemos citar as mães indígenas, que carregavam seus filhos junto ao corpo não apenas para protegê-los de ameaças, mas também para alimentá-los com leite materno. Na segunda metade do século XIX, nas famílias burguesas, destacavam-se as amas de leite: as escravas negras amamentavam primeiro os filhos dos patrões, pois eram tidas como produtoras de leites mais fortes.

A partir da década de 60, ocorreu, em âmbito global, uma supervalorização dos alimentos industrializados, tornando o aleitamento um ato secundário e, por consequência, houve desvalorização da mulher que amamenta, diminuição da cultura e transmissão dos conhecimentos sobre amamentação, afrouxamento do vínculo mãe-bebê e aumento da mortalidade infantil.

No Brasil, ao final da década de 70, surgem as primeiras iniciativas em prol do aleitamento materno e, durante as décadas de 80 e 90, programas mundiais de incentivo, retomam a antiga cultura, resultando, em 2001, na 54º Conferência de Saúde, em Genebra, que determinou a recomendação da Organização Mundial da Saúde, mantida, até hoje, como padrão ouro: “Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e complementar até os 2 anos de idade”. Tomando-a como base, é possível definir algumas das indiscutíveis vantagens do aleitamento materno.

  • O leite materno é o alimento mais completo, contendo todos nutrientes apropriados para o organismo do bebê;
  •  Possui fatores imunológicos específicos para o bebê, que não se encontram no leite de vaca e em nenhum outro leite ou fórmula láctea;
  •  Protege contra doenças, como diarréia, otites, pneumonias e alergias, dentre outras;
  • É um alimento livre de contaminação, pois não necessita de manipulação;
  •  Está pronto a qualquer hora, na temperatura certa para o bebê;
  •  Favorece a criação do vínculo afetivo a partir do contato pelea-pele e olhos nos olhos;
  • Enquanto o bebê se alimenta, a participação e apoio do pai, irmãos e familiares favorece a continuação e prolongação da amamentação;
  • Amamentar pode contribuir para a diminuição do sangramento materno e volta do útero ao tamanho normal;
  •  O ato de amamentar diminui o risco de câncer de mama e ovários.

Embora o conhecimento destas vantagens seja bastante disseminado,  e hoje existirem diversas políticas e programas que tratam da promoção, proteção, manejo e incentivo ao aleitamento materno, segundo a II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal, publicada em 2009, pelo Ministério da Saúde, a prevalência de mães que amamentam seus filhos exclusivamente é baixa, sendo a estimativa de duração mediana do AME de 54,11 dias (1,8 meses) no conjunto das capitais brasileiras.

O que realmente influencia na baixa adesão e manutenção da amamentação?  Que importância os profissionais da saúde dão de fato aos benefícios do aleitamento materno? Nossas informações dão atenção às dúvidas, incertezas e inseguranças das nutrizes? Oferecemos orientação e apoio de qualidade às mulheres que têm dificuldades relativas ao aleitamento?

O leite materno é comprovadamente o melhor, mais nutritivo e mais completo alimento para bebês, sejam estes nascidos a termo ou prematuros. Contudo, embora seja natural, vantajosa e instintiva, em muitas vezes, a amamentação, para ser bem estabelecida, precisa ser aprendida e orientada.  Assim, apoio e orientação para a mulher que amamenta é indispensável, pois o ato de amamentar vai muito além de nutrir o recém-nascido. Amamentar é, em linhas gerais, alimentar e criar vínculo. O momento da amamentação é único para o binômio mãe-bebê, é o momento do contato pele a pele, da interação visual, da construção do amor. Por isso, o aleitamento materno é a base dos fundamentos e ligado a essência da nossa constituição como seres humanos.

Ana Carolina Terrazzan – Nutricionista – CRN 8330

Texto Publicado SP Informativo (Dezembro 2010)
Para acessar o texto clique aqui.