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Paladar de crianças em idade escolar começa a ser moldado desde os seis meses {entrevista ZERO HORA 22/11/2014}

ZH

Pra quem perdeu na @zerohorarbs impressa (22/11/2014) – vai o link da matéria sobre paladar infantil, com minha contribuição

Com duas ressalvas que não foram colocadas na matéria:

1.Antes de tudo, vale lembrar que a recomendação da organização mundial da saúde, ministério da saúde e sociedade brasileira de pediatria é a manutenção do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e complementar até os dois anos ou mais.
2.Sobre o LEITE DE VACA ANTES DO PRIMEIRO ANO, além da questão de ter proteína bastante alergênica (e não muitas proteínas como saiu na matéria),
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o leite de vaca integral, por várias razões, entre as quais o fato de ser pobre em ferro e zinco, não deverá ser introduzido antes dos 12 meses de vida. Este alimento é um dos grandes responsáveis pela alta incidência de anemia ferropriva em menores de 2 anos no Brasil. Após o primeiro ano, o leite de vaca pode ser oferecido, mas de maneira lenta e gradual, sempre testando a aceitação do bebê.

A preferência de algumas crianças em idade escolar por guloseimas açucaradas e aquela cara feia para frutas e verduras podem ter origem na primeira infância. É o que revela uma série de estudos publicada no jornal científico Pediatrics, dos Estados Unidos, que relacionou diretamente os hábitos alimentares de crianças na faixa etária dos seis anos com a dieta que lhes era oferecida quando bebês. Os dados indicam que os padrões de alimentação dos pequenos persistem por muito mais tempo do que era imaginado.

— Quando bebês consumiam poucas frutas e legumes, a atitude se estendia até os seis anos — diz Kelley Scanlon, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças e uma das autoras dos estudos.

Pesquisadores analisaram as dietas de cerca de 1,5 mil crianças de seis anos, comparando seus padrões alimentares com aqueles observados em um estudo que as acompanhou até completarem seu primeiro ano.

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Como cuidar da alimentação das crianças na beira da praia

Especialistas garantem que uma dieta de frutas, verduras e legumes, quando inserida a partir dos seis meses, diminui bastante o risco de futuras doenças, que podem se manifestar na infância e na fase adulta.

— Sabe-se, por meio de estudos, que crianças com uma alimentação adequada têm um QI maior do que as mal alimentadas — diz Manoel Antônio Ribeiro, membro do Comitê de Neonatologia da Sociedade de Pediatria do RS.

O que cuidar no lanche das crianças com mais de um ano

Segundo dados do IBGE, 15% das crianças entre cinco e nove anos são obesas no país. Esse cenário alerta pais e responsáveis para a importância de fazer um planejamento alimentar desde cedo. A nutricionista maternoinfantil Ana Carolina Terrazzan explica que, quanto mais tarde itens como doces e guloseimas forem oferecidos para os pequenos, menos atração vão exercer sobre eles, já que o nosso paladar é construído pelos hábitos alimentares. Se você acostumá-los a tomar água desde cedo, por exemplo, a ingestão da bebida será um processo natural nas demais fases da vida.

— Adultos raramente têm o hábito de consumir água. Geralmente eles tomam muito suco ou refrigerante. Hoje a gente tenta trabalhar com as crianças para que elas tomem muita água, desde o momento da introdução alimentar, para que criem o hábito — declara Ana Carolina.

Do amassadinho às garfadas

Na prática, o que significa uma alimentação adequada para as crianças nos primeiros anos de vida? Preste atenção às dicas da nutricionista Ana Carolina Terrazzan.

AOS SEIS MESES

— A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é pela manutenção do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e complementar até os dois anos ou mais.

— A alimentação sólida deve começar a ser introduzida pelo sexto mês, pelas frutas. A sugestão é de que sejam amassadas, sem liquidificar e sem peneirar. Tente ofertar somente frutas orgânicas. A introdução deve ser gradual, primeiro uma vez pela manhã. Após alguns dias, dê uma fruta também no período da tarde. Não deixe de insistir. Algumas crianças podem relutar um pouco, mas se acostumam.

— Após três semanas, é hora de partir para o almoço. Ele tem de contemplar leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico), proteínas (carne de gado, frango, peixe, porco, ovos), folhas (couve, espinafre, folha de mostarda, acelga, repolho), legumes (como cenoura, beterraba, abobrinha, berinjela) e cereais, tubérculos e raízes (arroz, macarrão, batata, mandioca).

— A carne deve ser bem cozida. Após o cozimento, ela deve ser desfiada e esfarelada com a faca. A recomendação é servir os alimentos amassados e separados no prato, pois a oferta individual é importante para a criança conhecer o sabor e a textura de cada alimento. No início do sétimo mês, ofereça o jantar.

— Na pirâmide alimentar infantil, a água é a base de tudo. Não economize no líquido desde os seis meses.

A PARTIR DE OITO MESES

— Entre oito e nove meses, começa-se a dar alimentos em pedaços, a cortar os vegetais em frações menores do que os adultos e a não amassar arroz e feijão. A criança deve chegar a um ano tendo a mesma refeição da família, mas com os pedaços adequados ao tamanho da boca, sem amassar.

— Aconselha-se pouco sal e controlar as gorduras. É muito mais fácil tirar o sal da alimentação da família e oferecer a mesma comida para a criança, do que fazer tudo separado. Para o bebê de seis meses, o sal é zero. Às crianças de um ano, a recomendação é uma pitadinha

— Leite de vaca e seus derivados não são indicados no primeiro ano de vida. O cálcio do leite pode prejudicar a absorção de ferro e provocar anemia. Além disso, o leite de vaca tem muitas proteínas que podem causar alergias às crianças. Após o primeiro ano, pode ser oferecido de maneira lenta e gradual, sempre testando a aceitação do bebê.

DEPOIS DE UM ANO

— O café da manhã deve começar a fazer parte da rotina da criança, mesmo para aquela que ainda mama no peito. Pode ser oferecido um pedaço de pão, outro de queijo e uma fruta. Monta-se um pratinho para que a criança interaja mais com a família.

— Caso a família opte por começar a introduzir leite de vaca e derivados, entre 500ml e 600ml é o suficiente. Um copo de 200ml pela manhã, outro à tarde e mais um à noite.

— Nessa fase, é natural que a criança perca um pouco o interesse pela comida. Isso acontece em função das transformações naturais pelas quais ela passa nesse período, como começar a andar e a falar. É preciso que se converse com a criança, explique para ela que aquele momento é de almoço e que, se ela não quiser comer naquela hora, terá de esperar a próxima refeição.

— Muitas vezes a criança não quer comer porque percebe que a refeição dos demais membros da família é diferente. Por isso a importância de todos terem a mesma. Ter uma referência e um exemplo é fundamental para as crianças.

MAIS DE QUATRO ANOS

— Muitas crianças, por volta dos quatro ou cinco anos, entram em uma fase em que voltam a recusar a comida. É importante que nessa idade elas sejam levadas para as atividades pré-preparação dos alimentos. Isso inclui, por exemplo, ir ao supermercado com os pais.

— Ela deve também ir para a cozinha acompanhada por um adulto para participar da preparação.

— No supermercado, é preciso haver uma negociação antes sobre o que vai ser comprado. Se o filho quer comprar um chocolate, por exemplo, é preciso que sejam combinados antes os horários em que ele vai poder comer o chocolate.

— É necessário, também, que os pais cumpram aquilo que foi acordado com a criança.

#nutrianacterrazzan #nutricaomaternoinfantil #paladarinfantil

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/bem-estar/noticia/2014/11/paladar-de-criancas-em-idade-escolar-comeca-a-ser-moldado-desde-os-seis-meses-4647895.html

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Alimentação na gestação e lactação x paladar infantil

 

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Obesidade infantil tem sido tema de diversos estudos, bem como a prevenção desta patologia tem sido objetivo de inúmeras políticas públicas e esforços dos profissionais da área da saúde.

 

 

Achados recentes relacionam  formação do paladar infantil à exposição precoce aos diversos sabores. E ainda, relatam que muitos fatores podem contribuir para a obesidade infantil, dentre estes, a diminuição da atividade física, aumento das porções de comida e diminuição do consumo de frutas e hortaliças aparecem como principais. A exposição precoce (entenda-se:  desde o consumo materno durante a gestação  e lactação, e no momento adequado de introdução da alimentação complementar) à frutas e hortaliças ou a alimentos de alta concentração de gorduras e açúcares são relacionados com a preferencia e consumo alimentar infantil.

Ainda antes de iniciar a introdução da alimentação complementar, existe um potencial para introduzir as crianças  a uma grande variedade de sabores. Ambos, líquido amniótico e leite materno são fontes de experiências quimiosensoriais indiretas, e a exposição à diferentes  sabores  nestes períodos pode influenciar as preferencias alimentares ao longo da vida.

Em recentes revisões, há sugestão de que a variedade de sabores, principalmente em períodos de exposição indireta pode ser fator importante para melhores prognósticos dietéticos. Tais evidências corroboram a necessidade e importância de se promover uma alimentação variada e adequada durante a gestação e lactação. E ainda, embasa mais uma das vantagens e importância do aleitamento materno.

Assim, é fundamental explanar para as pacientes, gestantes e lactantes os motivos pelos quais elas devem seguir uma dieta equilibrada e variada, devendo evitar qualquer tipo de  dieta restritiva, tendo como objetivo manter a saúde materna, mas também, possibilitando uma melhor aceitação alimentar infantil, servindo como prevenção à obesidade e seus fatores de risco.

As evidencias sugerem ainda que o meio pode ter papel relevante para que a criança se alimente bem. Tornando mães, pais e cuidadores determinantes para a formação do hábito alimentar infantil. Valendo-se do conhecimento de que as crianças aprendem por imitação durante boa parte de sua formação, é razoável pensarmos que em famílias cujo padrão alimentar segue as premissas da alimentação saudável e em  que os pais/ cuidadores / familiares que cercam esta criança sigam dieta rica em frutas, verduras, legumes, cereais e evitem alimentos ricos em açúcares e gorduras, as crianças sejam mais propícias a aceitar alimentação “saudável”.

Logo, a possibilidade de crianças cujas mães mantiveram alimentação variada e equilibrada no período gestacional e de lactação, e cujas famílias tem por hábito alimentação pobre em açúcares e gorduras, aceitarem alimentos mais saudáveis é maior do que aquelas cujas experiências indiretas e de exemplo familiar são de alimentação de padrão não saudável.

Referências

Cooke L, Fildes A. The impact of flavour exposure in utero and during milk feeding on food acceptance at weaning and beyond. Appetite 57 (2011) 808–811

Oostindjer, M; Bolhuis E.; Brand H et al. Prenatal flavor exposure affects growth, health and behavior of newly weaned piglets. Physiology & Behavior 99 (2010) 579586

Trout K; Wetzel-Effinger L. Flavor Learning In Utero and Its Implications for Future Obesity and Diabetes. Curr Diab Rep (2012) 12:6066

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Entrevista Programa TVCOMTudo+ – Alimentação Infantil

http://www.msn.com/pt-br/saude/nutricao/os-10-alimentos-industrializados-vil%C3%B5es-da-alimenta%C3%A7%C3%A3o-infantil/ss-AA5EZ5b

Entrevista Programa TVCOMTudo+ “Manhê” – Alimentação Infantil (20/11/2013) Pontos importantes da entrevista: “Pais e família são o melhor exemplo para alimentação saudável” “Crianças (crianças menores de um ano, não!! crianças maiores de 2 -3 anos..) podem EVENTUALMENTE consumir alimentos “guloseimas” mas precisam ter limites e saber fazer as melhores escolhas” http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/tvcom-tudo-mais/2013/11/tvcom-tudo-mais-manhe-como-conquistar-equilibrio-alimentacao-dos-pequenos/51521

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DICA DA NUTRI! – Copo de transição – sem bico!

Que tal um copo de transição sem bico?!

Que ensina o bebê a tomar líquidos em copos “de gente grande”?
Então, esta é a proposta dos copos de treinamento da Sassy e da Avent! 
Adorei!

 Normalmente, no período de introdução alimentar, os pais ficam incomodados com a ideia de oferecer líquidos (água ou suco) em copos para as crianças, com medo de que engasguem e também pela questão de que se o líquido derramar, vai molhar a roupa, a criança fica molhada, com frio… e o que acontece muitas vezes é que a criança acaba sendo apresentada para a mamadeira, pois esta é considerada mais segura pelos pais. Bom, eu normalmente sugiro que a criança utiliza copos de treinamento para tomar água e suco, principalmente se a criança está em aleitamento materno exclusivo, mas também para aquelas que utilizam mamadeira para tomar leite, prefiro que iniciem o uso do copo quando forem experimentar outros líquidos! é literalmente um treinamento, para que se acostumem a fazer o movimentos necessários para utilizar copos, xícaras, canecas quando forem maiores!! 

Então, hoje, procurando novidades encontrei o que há muito tempo eu procurava! COPO DE TREINAMENTO SEM BICO! (eles não são tão novos assim,  mas nas minhas pesquisas anteriores eu não havia encontrado!!) 
Achei ótimo, por vários motivos:

primeiro, tem válvulas anti vazamento (deixa os pais mais tranquilos, evita o derramamento de líquido na criança, e faz com que a criança tenha que sugar para conseguir tomar o que tiver no copo);

segundo, não tem bico (a criança aprende que para tomar em copos ou equivalentes é necessário fazer outros movimentos, evita todos os problemas equivalentes ao uso da mamadeira – que podem surgir em caso de uso prolongado e excessivo de bicos)

SUGESTÃO: iniciar a oferta de água no momento da introdução da alimentação complementar, com copo com bico e com válvula anti vazamento (o bebê está habituado a fazer a sucção), aos poucos, oferecer água no copo sem bico…

Sempre lembrando que o melhor exemplo são os pais! Então para o bebê aprender a usar copo e tomar água, os pais precisam incentivar!!

Enfim, eu achei uma ótima opção!

Que tal testar? 

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(IMAGENS: site Avent e site Sassy)

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Os 10 piores alimentos para as crianças – Matéria no site Delas – Ig

Confiram a matéria com participação da Nutri Ana Terrazzan:

Assim que a criança entra na fase de alimentação sólida, a atenção dos pais deve se voltar à qualidade da comida que ela irá ingerir. Refeições nutritivas e saborosas são prioridade no prato dos filhos, e o que não trouxer benefícios à saúde deverá ser descartado da dieta diária. “Em alimentação e nutrição deve-se pensar em saúde e bem-estar e sempre agir de maneira preventiva. A preocupação não deve surgir apenas depois de problemas instalados”, afirma Ana Carolina Terrazzan, nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição.

Mas, com a correria do dia a dia, alimentos considerados ruins aparecem no cardápio caseiro quando a pressa fala mais alto do que a qualidade de vida. A nutricionista Karoline Basquerote, especializada em educação alimentar para crianças, explica que “a facilidade do acesso a alimentos prontos para o consumo acaba levando a refeições mais gordurosas e açucaradas e ao consumo de refrigerantes e guloseimas, o que contribui para problemas relacionados à obesidade infantil, por exemplo”.

Os vilões

Sucesso entre a criançada, a dupla refrigerante e salgadinho (de saquinho) é a maior vilã da alimentação infantil. Juntos ou isoladamente, a bebida e o petisco têm valor nutricional praticamente nulo e trazem muitos males, entre eles o risco de doenças e de enfraquecimento dos ossos, por causa da alta concentração de elementos como o sódio e da presença de ácidos nas fórmulas.

Sucos industrializados (em pó ou líquidos) e bolachas recheadas, também muito queridos pelos pequenos, são igualmente ruins para a dieta infantil. O motivo: altíssima concentração de açúcar em cada porção dos alimentos.

Algumas “soluções rápidas” para almoço ou jantar figuram entre os piores alimentos para as crianças. São os nuggets, os hambúrgueres e as salsichas, que muitas vezes entram como substitutos de um bife ou filé. Quase sempre feitos com carne processada, eles não têm as proteínas que muitos pais creem fornecer aos filhos quando os colocam no prato. Para piorar, a maioria dos hambúrgueres é rica em gordura trans. O melhor é se manter fiel à carne tradicional.

Sempre pense em alternativas

Para manter a saúde e o ritmo das atividades cotidianas, é preciso saber que alimentos priorizar. O caso do macarrão instantâneo é um dos mais fáceis. Considerado maléfico por ter muito sódio, muitos conservantes e poucas vitaminas, ele pode dar lugar ao macarrão regular. “O tempo médio de preparo de um macarrão instantâneo é de três minutos, o de um não instantâneo é de oito minutos. São cinco minutos a mais para oferecer um prato saudável ao filho. Vale a pena! E no tempo de cozimento da massa é possível fazer um molho bem gostoso”, sugere Ana Carolina Terrazzan.

O suco em pó ou de caixinha deve ser substituído pelo suco natural da fruta. E se a criança apenas estiver com sede ao longo do dia, precisa beber água. Refrigerantes podem ficar reservados a apenas um dia do fim de semana; se der para evitá-los até neste dia, melhor.

O resultado desse esforço poderá ser visto em todos os aspectos da vida dos filhos. “Mantendo uma boa rotina alimentar, rica em nutrientes, a criança terá mais facilidade no aprendizado, um melhor desenvolvimento do corpo e do sistema imunológico. Os bons hábitos evitam problemas graves de saúde no presente e no futuro”, diz a nutricionista Mariana Fróes.

Fontes: Ana Carolina Terrazzan (nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição e mestre em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS), Karoline Basquerote (nutricionista clínica especializada em educação alimentar para crianças) e Mariana Fróes (nutricionista da Clínica de Nutrição Funcional Patricia Davidson Haiat).

Veja a matéria em http://delas.ig.com.br/filhos/2013-07-26/piores-alimentos-para-as-criancas.html